URGENTE: Moraes toma decisão após novo pedido de Bolsonaro

Gustavo Mendex


Negado Mais Uma Vez


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a rejeitar um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para suspender o prazo de resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-presidente e seus advogados argumentavam que ainda não tiveram acesso completo aos autos do processo que investiga uma suposta tentativa de golpe.


A solicitação não convenceu Moraes, que reiterou que todos os documentos mencionados estão acessíveis na Petição 12.100. Em sua decisão, o ministro foi categórico:

“Não assiste razão à defesa de Jair Messias Bolsonaro.”Com isso, o ex-presidente segue sem obter mais tempo para responder às acusações, enquanto a investigação avança rapidamente.

 

A Linha Dura do STF


Desde o início do processo, a defesa de Bolsonaro tem adotado uma estratégia de contestação, buscando prazos mais longos e questionando a transparência do julgamento. No primeiro pedido, a equipe do ex-presidente requereu 83 dias adicionais para apresentar a resposta à denúncia, mas o STF negou.


Agora, com o novo recurso rejeitado, o ministro Moraes enfatizou que foi garantido o amplo acesso aos elementos de prova, inclusive aqueles analisados pela PGR. O entendimento do STF é claro: a defesa deve se basear nos fatos e nas provas já juntadas ao processo.


Nos bastidores, a decisão de Moraes foi vista como um recado: o tempo de manobras jurídicas está chegando ao fim, e o processo seguirá seu curso sem mais delongas.


Defesa em Apuros


Na tentativa de reverter a situação, advogados de Bolsonaro e do general Walter Braga Netto foram até o STF para reuniões com ministros da Corte.


José Luís de Oliveira, advogado de Braga Netto, buscou Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma do STF e será responsável por julgar a denúncia contra o general, Bolsonaro e outros 32 investigados.


Após o encontro, Oliveira fez questão de reforçar que a defesa ainda não teve acesso a todas as provas mencionadas na denúncia do Ministério Público. Para ele, isso compromete a transparência do julgamento:

“Um julgamento dessa magnitude precisa garantir o amplo acesso à defesa.”


Ele também alertou para as possíveis consequências de um processo conduzido de forma apressada:

“A audiência com o ministro Zanin foi para ratificar a importância de que um julgamento desta magnitude, envolvendo um ex-presidente e um general 4 estrelas, tenha o direito de defesa como sagrado. Uma mácula neste julgamento, com a violação do direito de defesa, e esse julgamento está manchado.”


A defesa de Bolsonaro, por sua vez, optou por uma abordagem mais discreta. O advogado Celso Vilardi esteve com Moraes, mas preferiu não comentar o teor da conversa.


O Que Está em Jogo?


O cerco jurídico contra Bolsonaro e seus aliados está se fechando. A PGR apresentou uma denúncia robusta, baseada em diversas provas, incluindo mensagens e depoimentos que sugerem a existência de uma trama para reverter o resultado das eleições.


O julgamento pode ser um divisor de águas na política brasileira. Caso condenado, Bolsonaro enfrentaria um cenário político e jurídico delicado, com a possibilidade de inelegibilidade e até mesmo prisão.


Por outro lado, a defesa ainda tenta adiar ao máximo o desfecho do caso, na esperança de uma mudança de cenário que favoreça o ex-presidente.


Reação dos Aliados


A decisão de Moraes gerou reações imediatas no meio político. Aliados de Bolsonaro criticaram a postura do STF, afirmando que o ex-presidente está sendo alvo de perseguição judicial.


O senador Flávio Bolsonaro, em suas redes sociais, classificou a decisão como “mais um abuso” e disse que o Brasil está assistindo a uma “justiça seletiva”.


Por outro lado, juristas apontam que a negativa de Moraes era previsível, visto que a defesa já teve acesso a todos os elementos necessários para apresentar sua resposta à denúncia.


Enquanto isso, a tensão aumenta em Brasília. O julgamento de Bolsonaro pode redefinir os rumos da política nacional, e cada movimento do STF é acompanhado de perto tanto por seus apoiadores quanto por seus críticos.


O Próximo Capítulo


Com o prazo mantido, Bolsonaro e seus advogados precisam apresentar sua defesa nos próximos dias. A rejeição de mais tempo indica que o STF não pretende permitir atrasos no andamento do caso.


Agora, a grande pergunta é: o que a defesa de Bolsonaro fará a seguir? Haverá uma nova tentativa de adiamento? Um novo recurso pode ser apresentado?


O jogo está ficando cada vez mais apertado para o ex-presidente. E, ao que tudo indica, o tabuleiro não está a seu favor.

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